Digitais

Bateu-me à porta da consciência um sujeito impertinente
Um boçal, inquiridor
do amor já descrente
Acusava-me de um crime que cometemos
sem saber: roubar corações
Também pudera,
Deixei pistas sem querer
Sendo a moça assim tão bela
Esqueci minhas digitais no corpo dela.

Xúnior Matraga

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas